sábado, 2 de agosto de 2014

Resenha: Robocop

RobocopTítulo Original: RoboCop

Título Nacional: Robocop

Direção: José Padilha

Gênero: Ação e ficção científica

Duração: 1h57min

Distribuidora: Sony Pictures

Estreia: 21 de fevereiro de 2014








Pelas opiniões das pessoas e dos fãs do personagem fica bem claro o descontentamento com este novo filme de Robocop. Todos dizem que a trilogia antiga era melhor do que este filme e que as abordagens dos dois são diferentes. Como eu não assisti aos antigos filmes de Robocop, não posso opinar se o atual é melhor ou não do que os antigos.

Então, analisando apenas esta produção, posso concluir que é um filme regular, tem a sua produção bem feita, mostra um futuro um pouco diferente do atual, mas com as tecnologias bem avançadas. A história em si é chata e muitas vezes repetitiva. Não gostei do filme porque é o tempo todo tiroteio. É som de tiro o tempo inteiro, e história que é bom tem pouca. Talvez isso seja uma característica do personagem, já que ele é um detetive e precisa usar arma. Então, talvez eu não só não gostei do filme, como também não gostei do personagem e da sua história. Não sei qual é a graça de assistir um filme de aventura que só tem tiroteio.

Até os filmes de Zorro (como a Lenda do Zorro) são melhores, porque não tem só luta de espada, mas também artes marciais e a história do personagem por trás da máscara. Aliás, contar a história da pessoa que está por trás do herói é para mim uma característica muito importante, porque essa história influencia muito no comportamento do personagem e na história geral do filme. Saber se dividir entre a história do personagem e a ação é importante. Esse é um dos motivos pela qual eu gostei tanto de O Espetacular Homem-Aranha.

Mas tudo bem, Robocop também tem a sua história, falando de Alex e sua família. Mesmo assim é uma história fraca e rápida, e não muito emocionante. A concentração do filme é mais na ação e na diferença do Robocop com capacidade de ter sentimentos e do Robocop apenas máquina.

E de quem é a culpa disso? É de José Padilha, o brasileiro que foi o diretor do filme? É claro que não. José Padilha foi apenas o diretor. Aliás, acho que como diretor de Robocop ele fez seu trabalho muito bem. O problema poderia estar no roteiro e nos roteiristas, mas também acho que não está. O problema do filme ser chato e ter tão pouco para contar é o próprio personagem. É a própria história do personagem. Os roteiristas não poderiam criar uma história diferente do enredo original e se distanciar dele. Acho que já fizeram muito colocando esses sentimentos e emoções no Robocop, que segundo as críticas dos fãs dos filmes antigos, essa era uma característica que não existia no antigo Robocop. Os roteiristas não podiam fazer milagre com um personagem já existente, já criado, que já tem uma história.

Será que Robocop pode ser considerado um herói? A história dele me deixou essa dúvida, mas eu acho que não (mesmo que numa parte do filme tenha sido dito a frase “criamos um herói”). Ele não apresenta características de um herói. O personagem Robocop é chato, sem graça, repetitivo e todas essas características passam inevitavelmente para o filme. Então a culpa não é do filme em si e nem dos que estiveram envolvidos nele, mas sim do próprio Robocop.

Nota:

Jóckisan

é pernambucano, e é estudante e blogueiro nas horas vagas. Gosta de estudar, ler livros, assistir a bons filmes e séries. Na internet gosta de ler notícias interessantes, tecnologia e TV. Também escreve no Mundo Geek.
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