terça-feira, 16 de setembro de 2014

Resenha: O Doador de Memórias

O Doador De MemóriasTítulo Original: The Giver

Título Nacional: O Doador de Memórias

Direção: Phillip Noyce

Gênero: Drama e ficção científica

Duração: 1h37min

Distribuidora: Paris Filmes

Estreia: 11 de setembro de 2014







O Doador de Memórias é um filme que se passa num cenário do futuro onde as pessoas vivem em total controle para que exista paz. Essa paz, no entanto, custa a falta de escolha, de emoções e de conhecimentos das pessoas.

As imagens do filme começam em preto e branco, que depois passam a aparecer simultaneamente com cenas coloridas. O propósito é claro: as cenas em preto e branco representam a vida das pessoas sem memória, sem sentimentos, sem liberdade e sem escolhas; as cenas coloridas representam as emoções, a liberdade, o amor presente nas pessoas.

Gostei do filme porque ele consegue explicar isso apenas com as imagens. É uma história profunda. Ele também mostra que no passado tinham coisas boas, bonitas e alegres, mas também tinham coisas ruins, sombrias e tristes. É um drama que também tem a emoção da aventura, e por se passar no futuro, também tem ficção científica.

Percebi algumas semelhanças com Divergente, na parte que é mostrado Jonas e o Doador planejando passar da fronteira para dar as memórias a todos, para que todos saibam de toda a verdade, para o bem da cidade. Outras características parecidas com Divergente é a função em que cada adolescente terá em sua vida para sempre, e a incerteza de qual será a função do personagem principal ainda na cerimônia em que isso é decidido. Apesar disso tudo, o livro em que O Doador de Memórias foi baseado (O Doador), é de 1996, o que quer dizer que é mais antigo que Divergente e mais antigo que Jogos Vorazes. O problema foi a demora para a sua adaptação ao cinema, que dá ao público a sensação de um filme não original.

Achei o tempo do filme ideal, mas a maioria das pessoas pensa que o filme não foi bem desenvolvido, não tendo a devida apresentação dos personagens, passando rápido demais em algumas cenas e devagar demais em outras. O problema é a expectativa das pessoas que este filme, que também é voltado ao público adolescente, tivesse ação e aventura parecidas com os apresentados em Jogos Vorazes e Divergente, quando na verdade este é um filme com tom mais dramático e calmo, sem lutas e armas, como existem naqueles filmes. Se a duração do filme fosse maior, tentando explicar detalhes, ele seria longo demais e chato, pois teria apenas drama, e poderia até se tornar repetitivo.

As atuações são boas, e a fotografia também, principalmente nas partes do parque. Gostei das cenas que Jonas era levado para as memórias do passado e conhecia o mundo como ele era. Essas imagens ficaram muito boas.

Nota:

Jóckisan

é pernambucano, e é estudante e blogueiro nas horas vagas. Gosta de estudar, ler livros, assistir a bons filmes e séries. Na internet gosta de ler notícias interessantes, tecnologia e TV. Também escreve no Mundo Geek.
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